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Tuesday 25 July 2017
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NASA avisa: Perigo na Antártida

NASA avisa: Perigo na Antártida

A NASA divulgou  o resultado de um extenso estudo realizado em parceria com a Universidade de Irvine, na Califórnia, que confirma: a gigantesca geleira que faz parte da Antártida ocidental está não só sofrendo de um colapso lento, mas também irreversível.

A constatação não descreve (ao menos não agora) o início de um cenário apocalíptico, mas preocupa: em termos práticos, o fenômeno pode fazer com que o nível do mar suba, no mínimo, 1,2 metro. A sorte, se é que podemos usar esta definição, é que níveis alarmantes só serão atingidos dentro de séculos, muito provavelmente não antes dos próximos 200 anos.

O estudo teve como base dados colhidos principalmente a partir de análises do solo da região e de mapeamentos feitos por satélite e aviões durante os últimos 40 anos. Não por acaso, o primeiro alerta sobre o derretimento na Antártida ocidental foi feito pelo cientista John H. Mercer em 1978.

O estudo atual não serve apenas para reforçar um fenômeno descrito há quase 40 anos, mas principalmente para confirmar que não há nada que possa ser feito para parar o derretimento do gelo – algum esforço é capaz apenas de retardá-lo, quando muito.

De acordo com Eric Rignot, professor da Universidade de Irvine que liderou a pesquisa, a geleira está sobre uma depressão no solo, uma espécie de “concha” com a abertura para cima. À medida que as bordas do bloco diminuem, a água resultante deste processo, mais aquecida, acumula ali, dentro da depressão, acelerando um processo de derretimento que já é considerado rápido.

Ainda não se conhece todas as possíveis consequências de uma mudança desta magnitude, mas as principais são não difíceis de estimar: alterações climáticas importantes, aumento nas ocorrências de desastres naturais e até mesmo cidades litorâneas no mundo todo engolidas total ou parcialmente pelas águas, por exemplo.

A melhor maneira de atacar o problema também já é uma ideia conhecida, mas improvável por requerer um esforço global e organizado: maior eficiência no combate à poluição, especialmente no que diz respeito à queima de combustíveis fósseis.

Mas os cientistas não creditam o fenômeno exclusivamente à ação humana: o planeta parece estar entrando em um processo natural de mudanças, a exemplo de vários outros que ocorreram ao longo de sua existência. O que causa certo espanto é a rapidez do processo: do ponto de vista geológico, o aumento do nível do mar em alguns metros dentro de poucos séculos é apenas um instante.

Com informações: NYTimes.com




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